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Breve relato e dicas sobre “Os Terríveis 2 Anos” (Terrible Twos) com meus gêmeos


Olá, já tem um tempo que estou devendo para várias mamães que acompanham a CakeBaby nos grupos maternos falar aqui sobre um momento que é exaustivo para muitas famílias “Os Terríveis 2 Anos” tradução da denominação em inglês TERRIBLE TWOS ou ainda também conhecido como “Adolescência dos Bebês”….. É uma daquelas coisas que quando estamos grávidas devorando todo qualquer tipo de informação, livros, sites maternos, passam por nós, mas parece que fará parte de um futuro tão tão distante que acaba por cair no esquecimento…. E não nos damos conta que esse futuro chega mais rápido do que podemos imaginar….. hhehhehehe….

Bom, acho que dessa “adolescência” já estou me livrando, pois como vocês sabem sou mãe de uma “duplinha”, um casal de gêmeos que hoje estão com 4 anos…. ufaaaaa….. porque ainda tenho muito vivo na memória os verdadeiros apuros que cheguei a passar nessa fase e tenho que confessar que minha mocinha era, digamos a minha “pequena adolescente mais rebelde”…. Tem um episódio que sempre lembro (aliás não só eu, o porteiro da escola as vezes relembra) imaginem vocês uma tarefa tão comum para qualquer mãe, ir buscar seus filhos na escola… Um belo dia a minha pequena simplesmente resolve que não quer entrar no carro, e lá estou eu com um outro pequeno no colo (que graças à Deus, até hoje, se estou tendo algum “probleminha ou simples conversinha” com um deles o outro automaticamente vira um anjo…. ufaaa), duas mochilas e uma multidão de pessoas passando (umas solidárias à situação e outras nem tanto) e a mocinha, sem motivo algum chora, se descabela desesperadamente porque não quer entrar no carro e esse “espetáculo” tem duração de nada menos que 45 minutos para então entrarmos no carro e irmos pra casa….. bom, e assim como essa aconteceram outras histórias sobre esse assunto, mas é como eu costumo dizer sempre, em qualquer situação, seja positiva ou negativa, os momentos passam como um piscar de olhos em tudo que se refere ao nosso delicioso mundo materno, não é mesmo?!

Então, depois de ler um bocado e viver na pele tudo isso, resolvi dividir com vocês algumas dicas e informações bem condizentes com nosso mundo real.

QUANDO COMEÇA ESSA FASE?

Ela pode ter início por volta dos 18 meses e durar até um pouco mais dos 3 anos de idade.

O QUE É

É uma fase em que uma criança considerada tranquila e obediente, passa a espernear por tudo e ir contra à todas as decisões dos pais. É o momento em que a criança começa a perceber a sua individualidade e como nessa idade não conseguem recorrer ao bom senso e ainda expressar de maneira clara os seus sentimentos, fazem o que podem: choram, se desesperam, esperneiam…. “Choram com toda força dos pequenos pulmões porque o pai cometeu o crime hediondo de escolher o prato do ursinho, em vez do prato do Mickey” por exemplo. Não é uma atitude consciente da criança, mas sim uma tentativa de atender os seus próprios desejos e é comum que elas discordem até delas mesmas.

Essa fase do desenvolvimento ocorre exatamente pela ausência de maturidade que nossos pequenos se encontram para saber lidar com as frustrações, e claro que hoje depois de passado todo furacão, compartilho com vocês como considero um verdadeiro presente da natureza identificarmos que esse é um ótimo momento para começar a ensinar aos nossos filhos à lidar com os “nãos” e frustrações que certamente ocorrerão aos montes ao longo da vida, mas claro que isso exigirá muita paciência e sabedoria dos pais, pois aqui a criança aprenderá como os pais atendem e quais são os limites impostos por eles, ou seja, se a birra funcionar e a criança for atendida, certamente fará novas birras ainda mais “potentes”…

COMO AGIR

Aqui em casa uma coisa que funcionou muitíssimo bem foram os famosos “combinados” (até hoje tudo é combinado…. e o que é combinado é lei). Antes dos nossos passeios sempre, me abaixava na altura deles e contava exatamente o que iriamos fazer e combinávamos como deveria ser gostoso, feliz e divertido nosso dia e que seria muito mais fácil ao invés de chorar e brigar pudéssemos conversar e que eu estaria sempre ali pra ouvir e atender o que eles precisassem e que se caso alguma coisa saísse fora do combinado, teríamos que arcar com as consequências com as não menos famosas, “perdas de direito”…. Me lembro de uma vez que estávamos passeando em um shopping e absolutamente do nada meu filhote começou a espernear absurdamente, imediatamente meu marido pegou

ele no colo e foi até o carro, e falou: “só voltaremos à passear junto com a mamãe e sua irmã quando você parar de chorar e se acalmar, enquanto isso você está perdendo o passeio e elas estão se divertindo….”

Mas claro, que como disse, que funcionou muito bem aqui em casa essas atitudes, mas não vivo em um mundo perfeito e outras tantas vezes as birras aconteceram e nesse caso o melhor a fazer é esperar que esse terror acabe (ok, sei que não é tão fácil assim), mas quando o pequeno estiver mais calmo, o adulto se abaixe na altura dele e conte à ele todos os “porques” das suas ações e deixe que ele se expresse colocando pra fora suas frustrações. E se o “show” acontecer em algum local público, evite chamar atenção na frente das pessoas para não constranger seu pequeno “guerrilheiro” e esteja segura que só você é capaz de saber o que é melhor para seu filho, não permita que olhares de reprovação das pessoas em volta te traga insegurança.

E por fim, repito, tudo passa, absolutamente tudo… e passa mesmo….. e quando a gente se dá conta lá vem outra fase que com nome pomposo ou não tudo isso acontece para formar o seu pequeno “bravinho” em um grande ser humano de bem no futuro.

CLÁUDIA PRIETO NEISA

Fonte: Leitura “Revista Super Interessante – Coleções”


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