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  • Claudia Prieto Neisa

Agosto Dourado - Amamentação Meu Relato


A minha experiência para amamentar os Gêmeos não foi nem de longe a melhor que passei na maternidade. Talvez tenha sido a minha primeira frustração como mãe, afinal como uma "clássica" mãe de primeira viagem julguei que todas as informações que busquei nos 8 meses da minha gravidez haviam sido suficientes para estar "pós graduada em maternidade perfeita" e que tudo seria lindo e impecável a partir do momento que os Gêmeos saíssem da minha barriga 🙄🙄quanta inocência a minha 🙄🙄 Claro que o primeiro "castelinho desmoronado" foi quando cheguei no quarto lá no hospital e a saga "pega correta" (ou melhor incorreta) do peito começou, foi uma luta conseguir que aqueles "minúsculos" seres que dependiam e confiavam 100% de suas vidinhas tão frágeis a mim entendessem que aqueles "seios gigantes" eram todinhos pra eles se alimentarem e continuarem crescendo agora naquele mundo totalmente novo pra eles. Infelizmente não me senti apoiada e orientada de forma tão eficaz pelas enfermeiras, não tive essa sorte, cada uma que entrava tentava uma manobra diferente com muito pouco afeto e com muita cobrança e julgamento, meu obstetra e a pediatra dos bebês foram fundamentais e cuidaram para que as coisas tomassem um rumo menos traumático. Enfim, recebi alta com os Gêmeos com orientação que não deveriam perder nenhuma "grama" de peso, pois apesar de graças a Deus terem nascido com bom peso, eram muuuuuito pequenos, fomos pra casa com pouco menos de 2kg cada um, e aquele momento era véspera de Natal, meus médicos se ausentariam da cidade (aliás informação que eu já sabia desde o início do pre natal) a pediatra nos liberou pra irmos pra casa com indicação de complemento (se fosse necessário) especialmente para Sophia que absolutamente se recusava a aceitar meu peito e um acompanhamento diário do peso dos gêmeos, pois eles não poderiam perder peso nenhum. Nesse momento, insegura e cheia de medo e nessas alturas já com muita dor nos seios, pois eles enchiam muito de leite e os pequenos não mamavam com a pega correta, pedi socorro para uma enfermeira especialista em cuidados com bebe e amamentação que havia conhecido no curso de gestantes que meu marido e eu fizemos, aquele anjo salvou nossas vidas, literalmente, a partir dali, me senti finalmente amparada e depois de nem sei ao certo quantas horas ela passou em minha casa, com muito carinho nos ensinou e nos cuidou, a partir dali, as coisas melhoraram muito, e meus seios que já estavam muito machucados foram cuidados e os bebês finalmente começaram a perceber que o peito da mamãe era "amigo" e não algo estranho pra eles. A Sophia continuou preferindo o complemento, mas aceitando cada vez mais o "mamazinho" da mamãe, alguns truques que jamais imaginaria que fossem possíveis, como o uso da sonda, por exemplo, foram trazendo segurança para ela, até hoje o Diego se orgulhar e conta pra todo mundo que "ele amamentou a Sophia", pois com uma sonda ele ia estimulando a boquinha da mocinha com o dedo dele #MeuOrgulho Nesse Agosto Dourado se eu posso deixar uma "dica de ouro" (sem querer ser redundante) essa dica é BUSQUE AJUDA PROFISSIONAL, se possível antes do nascimento, nós brasileiros temos o péssimo hábito da não prevenção, ou seja só procuramos socorro, nesse caso, quando o bico do seio está caindo, no final da gestação agende uma consulta com uma enfermeira especializada (aqui em São José dos Campos e região, indico de olhos fechados a Carol da @consultorianananenem ela faz um trabalho Divino, sem contar a experiência que ela tem 😉) e você terá a segurança de um início tranquilo desse ato que é muito mais do que simplesmente lindo, representa vida, amor, cumplicidade com seu bebê e tudo mais de pleno na maternidade. SE ORIENTE e AMAMENTE seu filho.


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