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  • Claudia Prieto Neisa

Aceite Ajuda... Confie no seu Instinto... Tem que ser Gostoso...


Passaram os 9 meses… As 38 semanas… O parto…

Na maternidade tudo vai bem, ele vem pro quarto a cada 3 horas pra mamar, já chega trocado, de fralda limpinha. Você coloca um pouquinho no peito, ele pega, mama um pouquinho e logo dorme… Dizem que ele tem uma tal de reserva de energia e que não vai ter fome agora. Enquanto ele fica no berçário, você aproveita e descansa.

Seu obstetra te visita, está tudo bem com você. O pediatra passou e disse que está tudo bem com o bebê também. Então a hora chegou, a hora de ir pra casa.

E agora são vocês – você e ele.

Eu costumo falar que é nessa hora que a “brincadeira” começa rsrs… Parece que acontece tudo junto: o peito enche do nada e fica quente, cheio de leite! É a apojadura. O bebê acorda esfomeado e procurando o peito igual um bezerrinho com fome! Ele chora tanto antes das mamadas que você mal consegue trocar a fralda… É difícil, mas você consegue colocar ele no peito. E quando ele pega… Ai… Dói, porque ele está sugando tão forte que formaram bolhas nos seus mamilos… Respira fundo… Relaxa seu ombro… Depois de algumas sugadas a dor vai melhorando…

A primeira coisa que as mães pensam é que está dando tudo errado. Calma, não está tudo errado. Só está um pouco diferente do que você imaginou que seria. Diferente do que você idealizou. Mas isso não significa que está dando errado. Porque na maternidade não tem certo e errado.

Quando eu entro na casa de uma família pra fazer um atendimento, estou entrando em um novo mundo. Um novo muito de desejo de gravidez, de expectativa do bebê ideal, do choque com a maternidade, de fato, real. E, nessas horas, a rede de apoio (família, amigos, profissionais) tem uma atuação fundamental. Somente uma pequena parcela das duplas (mãe-bebê) que atendemos em domicílio é que realmente têm algum problema de mamada que precisa de ajuste. A maioria das duplas precisa mesmo é de um colo, de um “vai ficar tudo bem, fica tranquila” ou de um “pode contar comigo”. E isso tudo faz parte do meu trabalho como enfermeira neonatal, como profissional da saúde e como apoio profissional nessa fase de adaptação à maternidade.

Algumas dicas super importantes que eu sempre dou pras minhas pacientes nessa hora:

  • Aceite ajuda – você não precisa dar conta de tudo, então tudo bem se sua mãe ou sua sogra quiserem ajudar você e seu companheiro nos primeiros dias; afinal, tendo alguém pra te ajudar com as outras tarefas que correm em paralelo à maternidade, você vai ter mais tempo pra cuidar do bebê e de você.

  • Confie no seu instinto – Tudo dá certo, confia no seu instinto de mãe, sinta-se segura. Você está fazendo o melhor pro seu bebê. Empodere-se do seu bebê. De fato, ele é seu.

  • Tem que ser gostoso – A maternidade não pode ser um martírio e você não será menos mãe se não amamentar ou se estiver cansada demais pra dar banho no bebê naquele dia. Esteja ciente da sua escolha e se respeite, em primeiro lugar. É mágico gerar uma vida e a troca de energia que acontece entre você, seu companheiro e seu bebê é surreal. Então, aproveite esse momento, esqueça os rótulos, se respeite.

Nessas horas, pode ser importante contar com um especialista pra ajudar a “filtrar” tudo que todos vão falar nesse início e clarear melhor a situação. Os palpites sempre vão existir... Mas são só palpites.

O importante é manter a calma… E o bom humor.

Carolina Garone de Lucca Visentini – COREN-SP 205.257


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