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  • Claudia Prieto Neisa

Hábitos Alimentares que funcionaram por aqui


Não é segredo pra ninguém que adoro cuidar pessoalmente da alimentação dos gêmeos, desde o primeiro momento, quando foram liberados para começarem a se alimentar com frutinhas, suquinhos, e comidinhas foi uma grande satisfação pra mim, amava o ritual ir à feira, escolher à dedo cada coisa, preparar as comidinhas e finalmente dar o papazinho pra eles, que era hora de verdadeira loucura muitas vezes, muita bagunça, comida espalhada por todo lado, mas graças à Deus e a muita persistência, geralmente os pratinhos terminavam vazios e isso era impagável pra mim, aliás, ainda é....

Como uma “clássica” mãe de primeira viagem, seguia à risca as orientações da pediatra na Introdução Alimentar, sobre não bater os alimentos, oferecer tudo amassadinho com o garfo, selecionar para cada sopinha (1 carne, 2 verduras e 3 legumes), quase nada de sal etc. Nem sempre a aceitação era imediata, mas eu li em algum lugar, na época, que a criança precisava adaptar seu paladar e para isso, as vezes na primeira vez que tivesse contato com determinado alimento e recusasse, deveríamos insistir por pelo menos mais 3 vezes (3 refeições seguidas) para assim o paladar da criança ir aceitando e reconhecendo como algo bom, e assim eu fiz, e se eu puder deixar uma “dica secreta” aqui para as mamães que estão começando a introdução alimentar, essa é uma delas, até hoje faço isso, claro que de forma diferente, pois já estão grandes e cheio de vontades, mas é impressionante como funciona, por exemplo, nunca gostaram de ervilha, mas sempre que preparo algum prato com ervilha eu digo a eles que não precisam comer, mas coloco uma duas ou três bolinhas no prato e digo que elas estão ali pra tentar “fazer amizade” com eles, não quer comer tudo bem, mas faço estar presente no dia a dia deles, e prova disso, foi a pouquíssimos dias atrás, meu filho comeu uma ervilha que foi pro prato dele em um molho com frango que preparei e falou feliz e sorridente: “Mamãe, acho que estou começando a ficar amigo da ervilha, até que ela é gostosa, acabei de experimentar e é boa.” Eu disfarcei muito bem todo o êxtase que senti nesse momento, tipo de "campeã olímpica", mas festejei por dentro, porque é sempre bom, não cantar vitória antes da hora e tratar esse momento de forma mais natural possível, afinal, de fato a ervilha é uma delícia. A Sophia ainda não fez amizade com a ervilha, mas seguimos assim...

Sempre que tenho oportunidade, comento com vocês que adoro o programa Socorro, Meu Filho Come Mal, da Gabriela Kapim que passa no GNT, ter como referência um profissional, ainda que assim pela tv, acho muito bacana, pois são dicas práticas e totalmente eficazes para qualquer família, como por exemplo ter sempre 5 cores no prato, sempre sentar-se à mesa sem distração (incluindo televisão) na hora das refeições, incentivar as crianças à participarem do preparo dos alimentos na cozinha, sobre isso me lembro muito e confesso que morro de saudade dessa fase, desde pititicos, os gêmeos ficavam no chão da cozinha brincando com as embalagens plásticas e pregadores de roupa enquanto eu preparava a comidinha deles e conforme iam crescendo ia oferecendo pedacinhos crus (claro, do que é possível se comer cru) e quando já maiorzinhos pedia ajuda pra descascar (sem facas ou objetos cortantes) alho, cebola, pegar alimentos pra mim e sempre tratando pelo nome correto de cada coisa, nunca fui muito à favor de esconder o alimento no prato, acho importante saberem o que comem pelo nome e sobrenome, claro que tudo isso requer tempo e dedicação, não, não é fácil e nem simples como parece, mas a persistência é o grande segredo, meu objetivo sempre foi ter certeza de que estavam se alimentando bem, não só pela quantidade, mas se alimentando com comida de verdade, preparado com carinho, acho que herdei isso da “vovó”, minha mãe, que sempre cuidou de nossas refeições em casa, mesmo trabalhando fora a vida toda, ela se desdobrava em mil pra dar conta e é meu grande exemplo pra vida...

Considero fundamental estarmos atentos ao o que oferecemos aos nossos filhos, por exemplo, fala-se tanto em evitar os refrigerantes que eram tão presentes em minha infância por exemplo, mas esses vilões são substituídos por um outro vilão “mascarado de mocinho” os sucos de caixinhas, assim diariamente, para uso em casa ou pra passeio. Certamente a essa altura deve ter alguém se perguntando, noooosssaaaaa será que a Cláudia NUNCA deu sucos de caixinha para os gêmeos??? Bom, a minha resposta é: SIIIIMMM claro, que já dou, pela praticidade que oferecem essas caixinhas cheias de personagens fofos e coloridos, principalmente quando estamos fora de casa, ou semanalmente, 1 dia por semana que tenho que mandar o lanche para o pic nic da escola, (os demais dias o lanche é oferecido pela escola), mas complemento que para uso diário em casa nas refeições ou até um lanche da tarde e no café da manhã, prefiro SEMPRE fazer os sucos com as frutas naturais e deixo aqui outro segredinho de mãe pra mãe, compro “estoque” de frutas na feira, chego em casa lavo e higienizo todas, corto em pedacinhos (abacaxi, manga, maracujá, melancia, melão, morango e outras) e guardo em saquinhos zip lock no congelador e adivinhem só.... cada suco que quero fazer, pego a quantidade exata congelada e coloco com água no liquidificador pra bater um suco da fruta, geladinho, e tenho sempre laranja e limão para sucos naturais também, o que quero dizer com isso é que acredito que sempre o equilíbrio é o melhor caminho, sou absolutamente contra tudo que é radical, ou seja, quando não é possível consumir o suco assim fresquinho, lançamos mão da caixinhas, mas se estamos em casa com a fruta congelada, água no filtro e liquidificador no armário, por que não?

Os gêmeos estão com quase 7 anos e agora que estão começando a se interessar em experimentar refrigerantes, ainda não gostam, as vezes pedem, mas o gás incomoda muito e não passam de um ou dois golinhos, considero que estão no lucro, uma hora vão gostar e querer, nunca proibi, mas se eles nunca tiveram o hábito, não vão achar interessante, e por enquanto a dentição e a saúde agradecem. Corrigindo, até os 2 aninhos fiz questão de não deixá-los tomar refrigerantes, pra eles sempre dizia que era “suco de adulto”, assim como se estivéssemos tomando um vinho ou cerveja eventualmente, também não poderiam tomar, mas após isso, não proibia, mas também nunca ofereci.

Eu acredito que os hábitos alimentares são formados logo no início da vida de nossos pequenos e cabe à nós oferecer o que acreditamos ser o melhor e da melhor forma, quando substituímos alimentos ou refeições por guloseimas fora de hora, eles serão sempre estimulados à comer o que é “mais gostoso” e colorido, mas se como pais formos firmes e criarmos uma rotina de hora certa pra cada refeição, crescerão com esse hábito e claro que na hora da sobremesa ou em um momento especial, eles se deliciarão com chocolate, sorvete ou outra delicinha dessas. Tudo na sua hora e no seu lugar. Sim, meus gêmeos adoram guloseimas e consomem, mas faço questão que seja de forma controlada, até quando, ainda não sei, mas uma vez formado bons hábitos acredito que será natural pra eles...

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