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  • Dra. Lara Soares (Colunista)

Terror Noturno - Como Agir?


O terror noturno é considerado uma manifestação do sono caracterizada como parassonia. É comum na infância e bem raro na fase adulta e, apesar de algumas vezes assustar os pais, é uma alteração benigna que tende a desaparecer espontaneamente.

Muitos pais acreditam que o terror noturno pode ser relacionado com pesadelos, porém, apesar de visivelmente parecidos ambos tem origem e repercussões diferentes para as crianças. O pesadelo aparece na fase de sono R.E.M. (Rapid[LS1] Eye Moviment), a ultima fase do sono, mais leve e é caracterizado por um sonho ruim em que a criança se recorda, acorda e pode ter medo de voltar a adormecer.

Já o terror noturno acontece na fase mais profunda do sono, chamada de não-R.E.M., e costuma acontecer durante as primeiras horas do sono, com duração rápida no qual a criança não se recorda e mantém-se dormindo durante a crise.

A idade de acometimento mais frequente é a fase pré escolar, entre 2 a 5 anos, com crises que costumam durar em torno de 10 a 20 min. São comuns relatos de choro no meio da madrugada, gritos, uso de palavras desconexas além de relatos que impressionam os pais de crianças de olhos abertos, sentados ou das crianças fora da cama e que permanecem dormindo, sem responder ao chamado.

A causa dessa parassonia tem possível relação com o sistema nervoso mais imaturo das crianças, o qual pode apresentar dificuldade de transição entre sono e vigília. Pode ter relações com modificações da rotina como festas, viagens e atividades agitadas no período noturno, assim como com momentos de ansiedade sentimental para a criança, como a chegada de um irmão por exemplo, bem como pode ser associado ao histórico de pais com sonambulismo ou outras alterações do sono.

O principal conselho é manter a calma e não tentar acordar a criança na crise. Isso pode tornar os eventos mais frequentes e prolongados. Por mais assustador que possa parecer, a criança está dormindo e não vai se recordar do fato. Por isso, a recomendação é manter a segurança, ou seja, acompanhar a crise para que a criança não se machuque, até que ela volte a dormir.

É fundamental conversar com o pediatra para caracterizar e acompanhar as crises até sua completa resolução. A ajuda do especialista é importante para auxiliar os pais a criar rotina de sono no período noturno e ajustar alterações respiratórias que podem atrapalhar o sono dos pequenos. Para as crianças com crises frequentes, é necessário criar um ambiente calmo e acolhedor antes de dormir, permitir cochilos durante o dia se for preciso e levar o filho para a cama mais cedo. A companhia dos pais nesse momento vai ajudar e muito a transmitir segurança e tranquilidade.

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