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Tudo Sobre a Vacina da Gripe (Dra. Lara Soares - Pediatra)


O inverno está chegando e com ele iniciamos mais uma campanha de vacinação de gripe no Brasil. Em meio ao aumento do fluxo nos prontos socorros pediátricos de casos respiratórios, muitas dúvidas surgem relação ao diagnóstico da síndrome gripal e às informações sobre a vacina contra a gripe.

A gripe é causada por mais de um tipo de vírus influenza, classificados como A e B, e cada um possui subtipos. Os subtipos A que mais frequentemente infectam os humanos são os A (H1N1) e A (H3N2). Já os subtipos B , menos frequentes, são classificados como de linhagem Victoria e Yamagata.

A síndrome gripal, de acordo com o Ministério da Saúde, é caracterizada basicamente por febre, de início súbito, mesmo que referida, acompanhada de tosse ou dor de garganta e, em crianças maiores de 2 anos, associada a dores musculares ou articulares e dor de cabeça. A infecção geralmente dura uma semana e os sintomas podem persistir por dias. Os grupos de maior risco para piora clínica e necessidade de internação são gestantes, crianças menores de 5 anos, adultos maiores de 60 anos e pessoas portadoras de doenças crônicas.

O tratamento envolve hidratação e repouso, bem como uso de antivirais para grupos específicos e internação com suporte hospitalar para os pacientes de maior gravidade.

Portanto o melhor remédio é a prevenção!

Mas devemos nos vacinar de novo? Sim, a vacina contra gripe é atualizada todo ano pela OMS com o padrão dos vírus influenza, os quais podem sofrer modificações ao longo dos anos, tal como ocorreu em 2018, com o surgimento de casos de H3N2 confirmados.

No sus, a vacina é tríplice, tem cobertura para os vírus H1N1, H3N2 e influenza B Yamagata. Ela é um indicada no sistema público para crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes e puérperas, pacientes maiores de 60 anos, portadores de doenças crônicas, profissionais de saúde e professores, indígenas e pessoas privadas de liberdade.

Na rede particular, a vacina pode ser administrada para todas as pessoas e tem cobertura ampliada quadrivalente, ou seja, H1N1, H3N2, influenza B Yamagata e influenza B Victoria.

As vacinas somente são contra-indicadas em crianças menores que 6 meses e portadores de alergia ao ovo comprovada.

As reações mais frequentes são dor e vermelhidão no local da aplicação, bem como febre, dor muscular e mal estar até 2 dias após administração da mesma. É importante lembrar a vacina é de vírus inativado e, logo, não causa gripe!

Dra. Lara Soares

Pediatra

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