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  • Carol – enfermeira neonatologista

Filha de Consultora de Amamentação


Não sei se já contei pra vocês, mas estou grávida do meu primeiro filho. É uma menina, vai se chamar Clara e estamos na 35ª semana.

Engravidamos de primeira e, apesar de estarmos planejando, levamos um susto quando o teste deu positivo logo no primeiro ciclo, depois de 16 anos tomando pílula.

Tinha certeza de que seria um menino e já chamava o bebê de Joaquim desde o começo. Mas, contrariando toda sabedoria popular de que instinto materno não falha, às 12 semanas no exame da transluscência nucal a médica já deu o palpite de que seria menina. Confirmamos no exame de 16 semanas, pra delírio do meu esposo.

Conforme a gravidez foi caminhando, percebi como o mundo não está preparado pra acolher as gestantes. Todo mundo te olha e te diz que a barriga tá grande, que a barriga tá pequena, que você não inchou nada, que você tá super inchada, diz que você não vai dormir, etc. Eu aprendi que, independente do que você pense daquela grávida, só diga pra ela que ela está ótima.

Além de ser profissional da área, sempre gostei do assunto gestação & parto, então a informação é abundante pra mim sobre o assunto. Mas eu fico pensando nas pessoas que têm ZERO acesso à informação, ou então têm acesso às informações erradas. Deve ser terrível.

Terrível pra mim também é ter informação demais. A ignorância é uma bênção. Vocês podem imaginar a pressão que a Clara já sente, por ser filha de enfermeira neonatal e consultora de amamentação? Outro dia me disseram que agora eu ia ver se o que eu vendo realmente funciona.

E se não funcionar comigo?

Bebês não são robôs.

O parto pode não ser como o planejado, os primeiros dias podem ser enlouquecedores, a amamentação pode doer, o mamilo pode sangrar, a bebê pode não dormir, eu posso sair correndo pra comprar uma chupeta na farmácia. Mas e daí? E daí se ela não gostar do banho? E daí se ela só quiser dormir no colo? E daí se ela não sair do peito o dia todo?

A família mesmo diz, “você vai ver como vai ser!”.

Exato, eu vou ver como vai ser e vai ser como tiver que ser.

Ser diferente do planejado não significa ser errado.

Tirem um pouco do peso das costas de vocês. Respeitem-se, respeitem seus bebês, respeitem o momento de vocês.

E, se precisarem de ajuda, não hesitem em contatar um profissional. Profissionais não dão palpites, dão informações baseadas em evidências e avaliação clínica.

Carol – enfermeira neonatologista

COREN-SP 205.257

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