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  • Claudia Prieto Neisa

Uma conversa sobre COQUELUCHE


No último dia 15 tive o prazer de estar presente em um bate papo mediado pela Revista Pais & Filhos sobre COQUELUCHE - PROTEÇÃO DE MÃE PARA FILHO, a conversa trouxe toda experiência dos médicos Dr. Igor Padovesi (ginecologista e obstetra) e Dra. Bárbara Furtado (Pediatra), que nos lembrou que a Coqueluche é uma doença "antiga" no entanto ainda existe e está presente na rotina dos hospitais especialmente no período do inverno e é totalmente possível nos protegermos através da vacinação.

Coqueluche é uma doença causada por uma bactéria que causa uma inflamação no sistema respiratório e é transmitida de pessoa para pessoa, tem como característica principal a TOSSE. Assim como todas as outras doenças sazonais que ocorrem predominantemente no inverno por haver uma aglomeração de pessoas em ambientes fechados assim transmissão ocorre com maior facilidade.

COMO SE PREVENIR

É fundamental que todas as gestantes recebam a vacina "dTpa" em cada gestação (mesmo que já tenha recebido em gravidez anterior) à partir da 20º semana gestacional, essa vacina está disponível na rede pública e é considerada obrigatória.

É importante lembrar que ao longo dos anos as vacinas foram sendo atualizadas e tendo uma cobertura mais abrangente, então é seguro dizer que a maioria de nós adultos não temos o calendário vacinal completo.

A Dra. Barbara Furtado afirma que "VACINA DADA É VACINA COMPROVADA", ou seja, se não tem comprovação de que se tomou determinada vacina, deve se tomar. Não há que se preocupar se no caso de não ter comprovação de que se tomou determinada vacina, mas de fato foi tomado em qualquer tempo, não há problema ou prejuízo para a saúde em tomar novamente, não "gasta" o sistema imunológico, tendo como única possibilidade sentir os efeitos adversos ou dor no local como em qualquer vacina que se toma.

A importância da imunização materna (na gestação) é que o bebê já nasça com anticorpos em que ele é mais suscetível e tenha uma defesa diminuída nos primeiros 6 meses de vida. Já que o maior número de casos de coqueluche em bebês é por volta dos 3 meses de vida, por isso se a mãe se vacinou na gestação irá beneficiá-lo com a imunização até os 6 meses.

Lembrando que o fato da mãe ter se vacinado não muda o calendário vacinal do bebê. A vacinação para coqueluche deverá ser feita no 2º, 4º e 6º mês de vida, ou seja, o bebê somente estará totalmente imunizado contra coqueluche após 6 meses, por isso é tão importante a vacinação ainda na gestação.

Ainda há de se considerar uma estratégia de imunização de toda rede de apoio, após 2010 com a volta do surto de coqueluche, passou-se a orientar que não só a mãe fosse vacinada, mas também as pessoas próximas (pai, avós, babá, funcionários etc), pois a maior incidência de coqueluche se dá por transmissão de quem está dentro de casa, para essas pessoas a validade da vacina é de 5 anos.

SINTOMAS

O principal sintoma é a tosse por irritação que essa bactéria causa no sistema respiratório, nas primeiras duas semanas pode apresentar febre baixa, coriza (se confundindo com um resfriado comum), algumas vezes os sintomas param por aí, outras muitas o sintoma se intensifica com a tosse intensa. O Ministério da Saúde considera protocolo para coqueluche tosse que persiste por mais de 14 dias, acompanhada de guincho (chiado bem característico principalmente no bebê) e vômito pós tosse.

Como curiosidade na China a Coqueluche é conhecida como "Tosse dos 100 Dias". Pode acontecer em adultos fratura de costelas por tanta força para tossir.

SOBRE OS GRUPOS ANTIVACINAS

Quanto ao grupo de pessoas que tem feito campanhas antivacinas de modo geral o Dr. Igor Padovesi indicou o texto do conhecido Dr. Drauzio Varela " Os Sábios Anti Vacinais",o texto com link anexo, é muito esclarecedor e realista (vale a leitura).

Ainda debatendo sobre essa questão absolutamente irresponsável de não se vacinar e principalmente não vacinar seus filhos, foi discutido o exemplo negativo da volta do Sarampo que à décadas já não se tinha conhecimento de casos no Brasil e hoje passamos por um surto. A Dra. Barbara lembrou que em 2016 o Brasil recebeu um certificado de eliminação do Sarampo no Continente Americano, no entanto quando essa doença encontra população não imunizada e suscetível ela volta causando surto e consequências extremas de levar à morte.

Agradeço imensamente a oportunidade da Revista Pais & Filhos em trazer assuntos de tamanha importância e relevância às famílias.

Para quem ainda tiver interesse em ter acesso ao vídeo do bate papo na íntegra basta clicar aqui no link

COQUELUCHE - PROTEÇÃO DE MÃE PARA FILHO

Claúdia Prieto Neisa

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